Nesta seção do nosso site o leitor encontrará informações detalhadas sobre sistemas para condução e sustentação de fios e cabos, para instalações internas e externas nos mais variados mercados verticais.

A importância da INFRAESTRUTURA/Norma TIA-569/Sistema Versátil J-HOOK versus SISTEMA TRADICIONAL

publicado em 25/02/2010 - 14:02:21hs

 

Desde o primeiro momento em que pisei num chão de fábrica, em meados de 1984, como estagiário da COMPANHIA FABRICADORA DE PEÇAS – COFAP, sempre me chamou a atenção à infra estrutura para interligação de máquinas e equipamentos, e todo aquele emaranhado de fios e cabos interligando-os. Naquela época como estagiário de engenheira mecânica não imaginaria que após 10 anos de profissão iria trabalhar com cabeamento de comunicação. Só que desde aqueles primeiros contatos com a infra, percebi grandes apuros e problemas encontrados pelos profissionais do chão de fábrica, desde a instalação de uma simples luminária até uma linha de montagem mais complexa. E passados muito poucos anos, já em meados de 1995 a situação começou a piorar com novos equipamentos de automação surgindo no mercado, os PLC’s, IHM’s, Sensores inteligentes, e o cabo azul que já era empregado em larga escala nas instalações das redes de computadores, já começariam a aparecer em menor escala em alguns equipamentos industriais, bem como já eram encontradas também fibras ópticas plásticas em placas de circuito específicas. De repente quando menos esperamos aquela rede de escritório e seu cabo azul, já estava presente também no chão de nossa fábrica. E a infraestrutura era a mesma !Será que naquele momento os profissionais sabiam que não poderiam instalar aqueles cabos de comunicação elétricos de cor azul, conhecidos como UTP (Unshielded Twisted Pair) juntamente com os cabos de energia?  Já existiam em nosso país normas nacionais para este cabeamento de comunicação? No Brasil já tinham empresas de cabeamento dando suporte ao chão de fábrica? Já era conhecido e implementado em alguma empresa no Brasil um sistema de cabeamento de comunicação blindado?

 

Todos estes questionamentos até hoje são encontrados nas indústrias e nas suas equipes de profissionais, pois o crescimento vertiginoso do protocolo aberto, conhecido como ETHERNET INDUSTRIAL, vem sendo empregado em larga escala, e em uma grande gama dos equipamentos de automação já empregam também esta tecnologia, com portas de comunicação RJ-45 e ópticas do tipo ST-SC- LC, presentes nas suas configurações. Estes problemas são encontrados com mais freqüência quando percorremos 100 km de distância dos grandes centros, SP, RJ, MG, PR, RS. As empresas especializadas em cabeamento estruturado ficam localizadas nos grandes centros dando suporte aos chamados DATA-CENTER, e as fábricas com suas infra estruturas  passam a não ter um suporte adequado às evoluções tecnológicas. Ainda em nosso país não existem empresas voltadas e treinadas para este segmento de cabeamento de comunicação industrial. No mercado corporativo existem vários fabricantes e instaladores certificados para executarem serviços de projetos, instalações e certificações, já esta dominada a tecnologia ETHERNET. Porém na área industrial onde encontramos situações como variações de temperatura, choques mecânicos, umidade, jatos d’água, vibrações, mudanças freqüentes de layout, expansões, e interferências eletromagnéticas, ainda fica na mão das equipes de profissionais do setor de manutenção elétrica e eletrônica, os projetos e implementações. Muitas das vezes são contratadas também empresas de instalações elétricas que por desconhecimento das normas e procedimentos de instalações, acabam instalando de forma errônea cabos, conectores e equipamentos de comunicação, ou seja, todas estas considerações para dizer ao nobre leitor que nosso país não esta preparado para estas novas tecnologias, é necessário que as indústrias de cabeamento e equipamentos de comunicação industriais, se atentem para estes problemas, desenvolvendo treinamentos “IN-COMPANY”, confeccionando materiais didáticos na língua portuguesa, e Sobretudo criando canais de integração treinados e certificados para poder prestar um serviço de qualidade, garantindo assim a comunicação entre os equipamentos fabris sem paradas; esta a grande luta presente em todos os setores industriais, maior produção com menor tempo, com maior rentabilidade, mais competitividade, e menores custos de manutenção. Hoje já temos a norma brasileira ABNT 14.565 que trata do cabeamento estruturado Office , e já esta concluída e disponível no mercado a norma de cabeamento industrial ANSI-TIA 1005.Duas associações IAONA e ODVA juntamente com fabricantes envolvidos com o chão de fábrica, já disponibilizam guias para implementação da rede ETHERNET INDUSTRIAL.Especialistas do mercado de infraestrutura de comunicação estimam que 50%-90% dos problemas com paradas nas redes industriais e corporativas, são decorrentes de um sistema de cabeamento mal especificado, mal dimensionado, mal instalado, e não certificado com equipamentos específicos.Logo caro profissional atuante do mercado industrial , busque informações com profissionais envolvidos com normas ,produtos de alta tecnologia e com experiência de aplicações em ambientes industriais,solicite suas certificações , visite obras para observarem os produtos e a devida instalação ,ou seja  garanta que seu projeto seja dimensionado para uma vida útil de no mínimo 20 anos. Como recomendação sugere que adquiram as normas ABNT-NBR-14565, EIA/TIA-568, EIA/TIA-569, EIA/TIA-606, EIA/TIA-607 e ANSI/TIA-1005. Abaixo indico a leitura breve dos requisitos encontrados na norma EIAS0TIA-569 que trata dos caminhos, espaços e devidas curvaturas que devemos considerar para a instalação do cabeamento de comunicação industrial.                                                                                       

 

 

 

Norma TIA / EIA 569A -  Cabeamento Estruturado

Normas de Cabeamento para Telecomunicações em Edifícios Comerciais:Rotas e Espaços.

 

Finalidade:

- Padronizar as práticas de projeto e construção específicas que darão suporte aos meios de transmissão e aos equipamentos de telecomunicações.

 

Escopo:

- Limita-se aos aspectos de telecomunicações no projeto e construção de edifícios comerciais.

- A norma não cobre os aspectos de segurança no projeto do edifício.

 

Rotas de Cabeamento Horizontal:

- Instalações para o roteamento do cabo desde a sala de telecomunicações até a área de trabalho.

 

As Rotas de Cabeamento Horizontal incluem:

- Malha de Piso(dutos sob o piso);

- Piso elevado(Piso falso);

- Leito para cabos(bandejas ou eletrocalhas);

- Rotas de teto falso/forro falso;

- Rotas perimetrais.

 

Malha de Piso(Duto sob o Piso)

- Consiste na distribuição de dutos embutidos no concreto.

- De forma retangular;possui várias opções de tamanho,como uso em inserções pré- determinadas.

 

Piso Elevado(Piso Falso)

- Consiste em painéis modulares de piso apoiados por pedestais.

 Tipos:

- Suspenso.

- Posição Livre.

- Corner Lock.

 

Tubo Conduite:

- Eletrodutos metálicos/condulete.

- Eletrodutos metálicos flexíveis(tipo sealtube).

- Eletroduto de PVC rígido.

 

Utilizar Tubo Conduíte(eletroduto)em Rotas Horizontais -Somente quando:

- A localização do ponto é permanente.

- A densidade do cabeamento é baixa.

- Não se requer flexibilidade.

 

Projeto comTubo Conduíte:

- Qualquer lançamento de conduíte não deve servir mais de três saídas.

- Nenhum segmento deverá ser maior que 30 metros ou conter mais que dois ângulos de 90graus sem uma caixa de passagem.

 

Caixas de Passagem:

- Usadas para localizar cabos.

- Colocadas em uma seção acessível e reta de conduíte.

- Não devem ser utilizadas para emendas de cabos ou em lugares onde existam ângulos.

 

Leito para Cabos:

- Estruturas rígidas para contenção de cabos para telecomunicações.

- A altura mínima de acesso deve ser de 30cm(12) sobre a mesma.

 

Rotas deTeto Falso  - Projeto:

- As placas do forro falso devem ser móveis e instaladas a uma altura máxima de 3,35m(11pés) acima do piso.

- Áreas de teto falso inacessíveis não devem ser utilizadas como rotas de distribuição.

 

Rotas deTeto Falso  -  Projeto:

- Os elementos de suporte do teto falso não devem ser o meio de suporte de cabos.

- O cabo não deve cair diretamente sobre as placas do teto falso.

 

Rotas Perimetrais  -Tipos:

- Duto(Canaleta) para superfície não metálico.

- Duto tipo moldura.

- Duto(Canaleta) multicanal (deve cumprir com a norma UL5A).

 

Rotas Perimetrais - Capacidade:

- Oscila entre 30% e 60% da capacidade máxima dependendo do raio de curvatura do cabo.

 

 

Rotas de Cabeamento Vertical:

- Consistem em rotas dentro e entre edifícios.

- Podem ser verticais ou horizontais.

 

Rotas Dentro do Edifício:

- Consistem em conduítes(dutos contínuos),dutos de interligação entre pavimentos e shafts.

- Conectam a entrada de serviços ou sala de equipamentos às salas de

Telecomunicações.

- Não deveria ser colocadas nas colunas dos elevadores.

 

Rotas Dentro do Edifício - Projeto:

- Deve-se dispor de um conduíte de 4”para cada 5000m2 de área úti lmais dois conduítes adicionais para crescimento ou reserva.

- Devem estar apropriadamente equipadas com bloqueios(firestopping)contrafogo.

 

 

Rotas Entre Edifícios:

-  Interconexão de edifícios,como por exemplo,em ambiente tipo campus podem ser:

- Subterrênea.

- Diretamente Enterradas.

- Aéreas.

- Túneis ou Galerias

Rotas Entre Edifícios - Projeto

- Devem ser resistentes à conexão.

- As rotas metálicas devem estar aterradas.

- A separação das instalações elétricas deve seguir os códigos de segurança aplicáveis.

 

Área de Trabalho

- Espaços em um edifício onde os ocupantes interagem com seus equipamentos de telecomunicações.

- Salas de telecomunicações.

- Tipicamente uma caixa de paredede 2”x4”.

- No mínimo uma caixa com 2 pontos por estação de trabalho.

- Para propósitos de projeto,o espaço destinado por área de trabalho é d e10 metros quadrados.

- Dimensões propostas para a instalação de saídas nos móveis modulares.

- Comprimento de 67,82 a 69,85mm.

- Altura de 34,17 a 35,68mm.

- Profundidade 22,35mm.

 

Sala deTelecomunicações:

- Ponto de transição entre rotas horizontal e vertical.

- Deve estar o mais próxima possível do centro da área que está servindo.

- As rotas horizontais devem terminar na sala de telecomunicações localizadas no mesmo andar da área em que está servindo.

- O espaço deve ser dedicado EXCLUSIVAMENTE às funções de telecomunicações.

- Os equipamentos não relacionados com telecomunicações não devem ser instalados dentro,passar através ou entrar na sala.

- Deve haver no mínimo uma sala de telecomunicações por andar,é requerida uma adicional se as distâncias que excedem 90metros.

- Múltiplas salas de telecomunicações em um único andar devem ser interconectadas por um conduíte de nomínimo 3” ou equivalente.

- Deve dispor de iluminação,energia elétrica e HVAC(HeatingVentilationandAir

Conditioning).

- A iluminação deverá possuir no mínimo 540Lux.

- Um mínimo de duas tomadas de força(ex.:20A-127V e/ou13A-220V),deverá estar disponível a partir de circuitos elétricos dedicados;

- Ligado a UPS.

- Temperatura e umidade controlada na faixa de 18 a 24graus Celsius com30 a 50%

de umidade.

 

Salas de Equipamentos:

- Espaço centralizado para equipamentos de telecomunicações.

- Evite lugares que possam limitar a expansão.

- Deve ser projetada com uma área mínima de 14 metros quadrados.

- Deve conectar-se a rota do cabeamento vertical.

- Devem dispor de iluminação,energia elétrica e HVAC.

 

 

Entrada deServiço:

- Local ou espaço destinado à entrada de serviços de telecomunicações ao edifício.

- Pode conter rotas de cabeamento vertical a outros edifícios em ambiente tipo campus.

 

Métodos Básicos para Entrada de Cabos aoEdifício:

- Dutos Subterrâneos.

- Diretamente Enterrado.

-Túneis ou galerias.

- Aéreos.

 

Dutos Subterrâneos:

- Consistem em conduítes,dutos rígidos ou corrugados ou galerias subterrâneas.

-Todos os conduítes devem ser de 4".

- A profundidade é determinada pelas normas locais.

- É desejável que a inclinação de deságüe não seja menos que10cm para cada 30m.

 

Diretamente Enterrado:

- Os cabos de serviço são enterrados sem proteção adicional.

- Realizado por meio de escavadeiras,sondas de perfuração e abridores de valas.

 

 

Aéreo:

- Consiste em distribuição aérea por postes através de cabos de apoio.

 

 Outras Considerações:

Pontos de entrada

- Ponto de penetração do concreto na parede.

- Deve ser utilizadas uma rota de conduíte ou luva metálica de 4".

- O conduíte deve penetrar no mínimo 60cm(24)abaixo da superfície(concreto) do edifício.

- O conduíte deve ter uma inclinação para o exterior.

 

Espaço para entrada de serviços

- Provê espaço para terminação do cabo de entrada e do cabeamento vertical.

- Deve ser situado o mais perto possível do ponto de demarcação do edifício.

  

 

 

 É fácil instalar um sistema de condução para fios e cabos aéreo no sistema tradicional(FIGURAS1-2-3)? Por sistema tradicional entendemos o conjunto de eletrocalhas,perfilados,e leitos para cabos , normalmente fabricados com chapas de aço, galvanizados à fogo , com chapas de 12”,14”,16”,18”,20”,24”de espessura, com inúmeros acessórios para sua fixação e devida montagem, com trechos retos de 6 metros , ou seja , pesados para que uma pessoa possa montá-lo sozinho e transportá-lo.

 

(FIGURA1)- INFRAESTRUTURA TRADICIONAL

 

 


  (FIGURA2) - INFRAESTRUTURA TRADICIONAL

 

(FIGURA3) - INFRAESTRUTURA TRADICIONAL

 

 

Rota Vertical:

- Os caminhos destinados a atender ao backbone entre edifícios deverão considerar os requisitos dedistância e ambiente para suportar os diversos tipos de cabos.

-Todos os dutos deverão ser protegidos contra fogo”fire stopping”(FIGURA 4 / 5 /6).

- Durante o estágio inicial de planejamento,todos os edifícios identificados no projeto deverão ter seus respectivos desenhos com a infrastrutura de telecomunicação totalmente desenvolvida,incluindo os dutos entre os edifícios.“O eletroduto de entrada deve ser de no mínimo 4”ou100mm para cada 5.000m2 de área útil servida.

 

  

(FIGURA 4) – FIRESTOPPING

 

 

(FIGURA 5) – FIRESTOPPING

 

(FIGURA 6)- FIRESTOPPING

 

Irei elencar algumas vantagens do sistema batizado com o nome comercial de J-HOOK, muito empregado nos EUA e EUROPA, são elas:   

 

-Flexibilidade;

-Versatilidade;

- Facilidade de montagem por apenas uma pessoa;

 -Facilidade de transporte;

-Rápida instalação;

-Poucas peças para montagem;

-Possibilidade de manter peças sobressalentes no almoxarifado;

 -Possibilidade de montagem em locais de difícil acesso;

-Possibilidade de montagem em infraestrutura existente (Retrofit);

-Maior produtividade;

-Baixo custo quando comparado ao sistema tradicional (média=30%);

-Produto voltado ao cabeamento atendendo as normas TIA-568, TIA-569.   

 

Nada melhor do que imagens de montagem do produto CADDY CAT64 categoria 6 e 5 da ÉRICO  para podermos analisar suas vantagens, seguem abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

CADDY CAT64 CATEGORY 6 AND 5 HIGHER CABLE SUPPORT HANGER.

Todos direitos de imagem reservados a ÉRICO.

Acesse: www.erico.com

YOU TUBE VÍDEO DEMOSTRAÇÃO  DE MONTAGEM : http://www.youtube.com/watch?v=uO0WG12fmGU

  

 

Além da empresa citada acima, também recomendo a empresa PANDUIT CORPORATION sempre preocupada com a infraestrutura, desde sua fundação em 1955. A PANDUIT possui dois modelos um chamado de J-PRO e J-MODE.

 

  

 J-PRO CABLE SUPPORT SYSTEM – PANDUIT CORPORATION

Todos direitos de imagem reservados à PANDUIT CORPORATION.

 

 

 

    

J-MODE CABLE SUPPORT SYSTEM – PANDUIT CORPORATION

Todos direitos de imagem reservados à PANDUIT CORPORATION

Acesse: http://www.panduit.com/groups/MPM-GAWA/documents/ProductBulletin/CMSCONT_036846.pdf