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BOLETIM TÉCNICO 5 - Infraestrutura de Comunicação para Áreas Potencialmente Explosivas(Ex)

publicado em 22/04/2010 - 08:25:53hs

 

 

Inicialmente vamos definir o que é uma área classificada, ou área potencialmente explosiva. É uma área (espaço tridimensional) na qual uma atmosfera potencialmente explosiva estará presente ou na qual é provável sua ocorrência, a ponto de exigir precauções especiais para a construção, instalação e utilização de equipamentos (elétricos).  

Para maior compreensão dos temas abordados vamos paralelamente citar alguns trechos importantes das seguintes normas: NBR- 5418; NBR-5410; NBR-8370; NBR-5363; NBR-5420; NBR-5456; NBR -5597; NBR-5598; NBR-6251; NBR-6812; NBR-8370; NBR-8447; NBR-8601; NBR-9518, NBR-9883; NBR-9884; NBR-10861; EC-79-5; EC-79-10; EC-79-13; EC-79-15; EC-79-18.

O que são “zonas” de risco?

Áreas com risco de formação de atmosferas potencialmente explosivas são classificadas em “zonas” com base na freqüência, na duração e na natureza do risco. Para atmosferas potencialmente explosivas formadas por gases ou vapores são definidas as “zonas” 0, 1 e 2. Para atmosferas potencialmente explosivas formadas por poeiras são definidas as “zonas” 20,21 e 22.

 

ZONA 0: Áreas onde a presença da atmosfera explosiva é permanente ou por tempo prolongado.  

ZONA 1: Áreas onde a presença da atmosfera explosiva é provável em operação normal.

ZONA 2: Áreas onde a presença da atmosfera explosiva em operação normal é improvável, se ocorrer é por pouco tempo.

ZONA 20(poeiras): Áreas onde a presença da atmosfera explosiva é permanente, por tempo prolongado ou freqüente.

ZONA 21(poeiras): Áreas onde a presença da atmosfera explosiva pode ocorrer ocasionalmente.

ZONA 22(poeiras): Áreas onde a formação da atmosfera explosiva devido ao levantamento de poeira acumulada é improvável, se ocorrer é por pouco tempo

 

 

  Como o foco central da empresa PANTOJA ENGINEERING & CONSULTANT é voltada a infraestrutura de comunicação industrial, comentarei sobre o trecho da norma NBR-5418 que trata da “FIAÇÃO”, e como a fiação termina num quadro elétrico e devido conector, também apresentarei além de cabos de comunicação especiais, os conectores para comunicação de dados à prova de explosão.   

 

A primeira precaução é protegermos a fiação, cabeamento que apresentar partes de alumínio, logo estas deverão ser adequadamente isoladas.

 

Os cabos chamados de singelos, ou seja, sem cobertura, só podem ser utilizados como condutores energizados se forem instalados dentro de painéis, invólucros ou sistemas de eletrodutos. A ligação dos cabos e eletrodutos aos equipamentos elétricos devem ser feita de acordo com o tipo de proteção do equipamento. As aberturas não utilizadas para entrada de cabos ou eletrodutos em equipamentos elétricos, devem ser fechadas com elementos apropriados ao tipo de proteção, conforme a NBR-9518. Se necessário, os cabos e eletrodutos devem ser selados, de modo a evitar a passagem de líquidos, gases ou vapores inflamáveis, nas condições definidas pela norma NBR-5418. Devem existir meios para evitar à passagem de líquidos, gases ou vapores inflamáveis de uma zona a outra, ou de uma área classificada para uma não classificada, de modo a evitar a sua acumulação em depressões. Estas precauções podem incluir a selagem de passagens, dutos ou tubos, bem como ventilação adequada ou enchimento de depressões com areia.

 

Quando solicitarmos ao departamento de compras há aquisição dos cabos de comunicação para áreas potencialmente explosivas, empregaremos cabos ópticos por serem imunes a interferências eletromagnéticas, e também por trafegarem luz, protegendo assim nossas pessoas e equipamentos contra faíscas, curto-circuito que encontraremos quando empregarmos cabos elétricos. Porém uma característica não encontrada nos fabricantes nacionais de cabos ópticos, que declaro como sendo a mais importante é a tecnologia de construção patenteada pela indústria OPTICAL CABLE CORPORATION (www.occfiber.com) chamada de “CORE-LOCKED”, ou seja, núcleo travado. Num cabo óptico de construção convencional teremos como elementos de construção para proteção da fibra óptica; a casca para proteção inicial da fibra, o acrilato, elementos de proteção e tração chamada comercialmente de “KEVLAR” e uma última camada que chamamos de capa, normalmente de PVC anti-chama, ou outros plásticos de engenharia dependendo do ambiente que será instalado. Quando estamos montando este cabo óptico na fábrica, após termos configurado o modelo de cabo, como por exemplo, 6 fibras ou 3 pares, no final da montagem uma máquina chamada de extrusora irá lançar ao longo do caminho a cobertura de PVC protegendo assim este cabo óptico. Este método convencional deixará espaços vazios entre estas sub-camadas, acrilato , os fios de “KEVLAR”e a cobertura final , o grande problema encontrado nos cabos ópticos convencionais.Relembrando um trecho da norma NBR-5418 fala com propriedade que numa instalação não poderemos empregar um componente que poderá conduzir líquidos ou vapores de uma Zona 0 para uma Zona 1 , e neste caso deveremos empregar cabos ópticos com a construção “CORE-LOCKED”.Na última camada de proteção deste cabo óptico “Não-Convencional”da empresa OPTICAL CABLE CORPORATION , a extrusora injetará 25% a mais de material quando comparado ao sistema tradicional ,e com uma elevada pressão num trajeto helicoidal , irá preenchendo os vazios anteriormente encontrados no sistema convencional , permitindo assim o completo  preenchimento entre todos os elementos  de construção deste cabo óptico.

 

 

Quando tivermos em mãos um cabo óptico convencional é muito fácil observarmos estes vazios, é só cortarmos o cabo e logo veremos estes espaços, perigosos por onde podem trafegar líquidos e vapores tóxicos, ocasionando na pior hipótese uma explosão. Já quando cortarmos um cabo óptico “Não-Convencional” com construção “CORE-LOCKED” notaremos que não existem espaços vazios entre os elementos que compõem a estrutura do cabo, é totalmente preenchido, pela alta pressão, num trajeto de extrusão helicoidal, e com 25% a mais de material , quando comparado aos cabos ópticos do tipo convencional , encontrados no Brasil.

                         

 

                          

                    (Cabo Óptico CONVENCIONAL)

                       

 

           (Cabo Óptico construção CORE-LOCKED)- Propriedade da  empresa OPTICAL CABLE CORPORATION- www.occfiber.com.

Além do cabo óptico teremos nas pontas os conectores ópticos que deverão ser do tipo recomendado para uso em áreas potencialmente explosivas. Mais um componente extremamente importante para nossa instalação, e recomendo que empreguem o modelo Amphe-EX da mundialmente conhecida AMPHENOL (www.amphenol.com). Foi desenvolvido para aplicações em temperaturas - 40Graus Celsius à +85graus Celsius , resistente a ambientes químicos severos e áreas potencialmente explosivas .Nesta família AMPHENOL Amphe-EX encontrarão modelos para sinal , potência , rádio freqüência , sinal óptico e para ETHERNET INDUSTRIAL(RJ-45).

                                

 

 

                    

Todos os direitos de imagem reservados à  AMPHENOL (www.amphenol.com).

 

 

 

Este foi o primeiro artigo desenvolvido para áreas potencialmente explosivas, nos próximos meses estaremos desenvolvendo outros temas de grande interesse do mercado nacional para ambientes severos, “RUGGEDIZZED”.